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Inventário valorizado e IRC: como preparar a sua PME para 2026

2026 traz novas regras fiscais: descubra como o inventário valorizado e o IRC podem ser o impulso certo para digitalizar a sua PME.

As pequenas e médias empresas (PME’s) entram no ano de 2026 com vários ajustes a fazer, em termos fiscais e de contabilidade. Se, por um lado, o Orçamento de Estado revê em baixa a tabela de IRC para PME’s e empresas de pequena e média capitalização, por outro lado, obriga à comunicação do inventário valorizado para o exercício do ano fiscal de 2026, que já estava previsto entrar em vigor este ano.

Mas esta prorrogação do prazo, apenas adia a obrigatoriedade da entrega, concedendo mais tempo para as empresas e serviços do Estado adaptarem-se aos novos procedimentos.

Para as empresas que ainda não aderiram à digitalização, esta é uma excelente oportunidade de transformarem o seu negócio numa operação mais moderna e com maior potencial de crescimento, indo de encontro às novas exigências do mercado do século XXI. Neste artigo, vamos desvendar o que muda em 2026 para as PME’s e como transformar as mudanças em crescimento e competitividade.



Inventário valorizado 2026: a gestão começa agora

A comunicação do inventário valorizado do exercício de 2026, terá de ser feita em janeiro do próximo ano.  Este novo modelo de inventário é mais rigoroso e compreende a identificação dos bens quanto à sua natureza, quantidade e custos unitários e globais, de modo a garantir a verificação atual da conformidade entre o stock e os registos contabilísticos. 

O inventário valorizado não deve ser visto apenas como uma obrigação legal, mas como uma ferramenta de gestão que permite transformar e modernizar os processos de controle de stock, garantindo uma informação mais precisa na gestão contabilística e evitando erros básicos que podem levar a penalizações tributárias.

 

Ficam obrigados a apresentar inventário valorizado aqueles que se enquadrem nesta disposição:

 

  • Empresas e empresários em nome individual com contabilidade organizada, obrigados a inventário permanente, com sede/estabelecimento em Portugal.​

 

  • Sujeitos passivos de IRS ou IRC que pratiquem venda de bens e tenham existências registadas no balanço, enquadrados no regime normal de IVA.​

 

Ficam dispensados de apresentar inventário valorizado aqueles que se enquadrem nesta descrição:

 

  • Sujeitos passivos enquadrados no regime simplificado de tributação.​

 

  • Sujeitos passivos sem obrigação de inventário permanente.



IRC 2026: uma oportunidade de consolidação e crescimento

A redução na taxa do IRC é uma boa notícia para as PME's, que beneficiam de uma pequena folga financeira para operações de consolidação do negócio e modernização da empresa, alavancada pelos meios digitais que hoje estão à sua disposição. De resto, o Programa 2030, apoiado pela União Europeia, oferece apoios para a transição digital das PME 's. 

A nova tabela do IRC, apresentada no Orçamento de Estado de 2026, reduz em um ponto percentual a taxa de IRC para PME’s e empresas de pequena e média capitalização: 

 

  • Taxa geral:  19% em 2026, 18% em 2027 e 17% em 2028. 

 

  • Taxa para os primeiros 50.000 euros de matéria coletável das PME 's: 15% em 2026,2027 e 2028.  

 

  • Entidades do setor não lucrativo: 19% em 2026, 18% em 2027 e 17% em 2028.



Digitalização e automação: o caminho natural para cumprir e crescer

Mediante um enquadramento legal mais exigente e digital, o investimento em ferramentas de gestão adequadas deixa de ser apenas uma opção tecnológica e passa a ter um papel fundamental para o cumprimento fiscal e para a competitividade das PME’s.

Um software de gestão inteligente permite automatizar o controlo de inventário e a sua valorização, assim como integrar os stocks, faturação, gestão de vendas e contabilidade organizada num só sistema, reduzindo o erro humano. 

Esta é uma excelente oportunidade para investir em meios digitais, indispensáveis para o crescimento sustentado do negócio, abrindo-lhe as portas para um futuro mais digital e tecnológico, que limitam o desperdício no chão-de-fábrica e automatizam funções que facilitam a gestão da empresa e o cumprimento das normas fiscais em vigor.

Para responder às novas exigências legais e preparar a sua empresa para 2026, é crucial escolher as ferramentas certas e adequadas à realidade das PME’s portuguesas.

 

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